Rei escorpião é um personagem mitológico egípcio. Os escorpiões tiveram uma grande influência na mitologia egípcia. A filha de Rá, Selket, estava associada ao escorpião, que adornava sua coroa. Para fortalecer seu filho, Hórus, Ísis o expôs às picadas de escorpião no deserto.
Os escorpiões também eram associados a Set, junto com outros animais "perversos" do deserto. Havia até mesmo um Rei Escorpião, um soberano pré-dinástico conhecido somente através de uns poucos artefatos como a "maça do escorpião". Não está claro se o nome, ou o título, do soberano era "escorpião", mas a figura majestosa na maça está rotulada como SQRT, junto a hieróglifos de um símbolo de escorpião claramente desenhado.
Herichef, Herishef ou Giom, Giem, Gom era um deus oriundo da região de Faium. Estava associado à fertilidade e à justiça. Suas companheiras são Meskhenet e Hathor.
O seu nome significa "O que está sobre o seu lago" ou no seu lago, o que pode ser uma referência ao lago sagrado do templo do deus em Heracleópolis ou Hieraclópolis, nome grego para a cidade egípcia de Henen-nesut. Guarda grandes similaridades com Heracles ou Hércules pelo mérito de tornar a terra habitável, livrando-a das feras. O nome Herichef foi equiparado pelos gregos a Heracles e, como tal, deram esse nome à cidade de onde o deus era originário. Era representado como um carneiro com chifres longos, ou como um homem com cabeça de carneiro. Foi considerado como o Ba de Osíris e de Rhá. Também foi identificado com Amon e com Chu, com o qual forma um dos pilares do céu.
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Amen-hotep, dito "filho de Hapu" (Athribis, 1440 a.e.c. - 1360 a.e.c.) foi um vizir do faraó Amen-hotep III durante a XVIII dinastia egípcia. Desempenhou funções de comando militar, mas foi também arquitecto. À semelhança de Imhotep, foi transformado numa divindade. Nasceu em Athribis, uma cidade da região do Delta do Nilo, sendo de origem humilde.
Começou a sua carreira como escriba, antes de alcançar o título de vizir. Entre as obras que supervisionou encontram-se os Colossos de Memnon, nome que os gregos deram a duas estátuas de pedra do faraó Amen-hotep III. O faraó dedicou-lhe uma estátua no seu templo de Karnak, um feito raro na época, dado que o seu vizir não tinha origem real. Morreu com oitenta anos, tendo o seu túmulo sido escavado na rocha, na margem ocidental do Nilo, em Tebas. A deificação da sua pessoa só se desenvolve verdadeiramente na era ptolemaica (mil anos depois da sua morte), quando Ptolomeu IV construiu um templo em Deir el-Medina em volta da sua campa. Nesta era ele foi considerado como uma divindade detentora de poderes curativos, sendo associado a Osíris e a Amon-Ré. Era representado como um homem segurando um rolo de papiro.
Como vimos, os deuses egípcios nunca foram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim, ideais e qualidades a serem honradas e praticadas.
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Imhotep, foi um misto de arquiteto, médico e mago. Os antigos egípcios deificaram-no, identificando-o a Esculápio, deus da medicina.
É o primeiro arquiteto cujo nome é conhecido por meio de documentos históricos escritos. Viveu no século XXVII d.e.c., tendo sido vizir ou ministro-chefe de Djoser, o segundo rei da terceira dinastia egípcia. Imhotep arquitetou a maior pirâmide do Egito - a pirâmide de Sakara, com seis enormes degraus, e que atinge aproximadamente 62 metros. O estudioso britânico Sir. William Osler (séc. XIX) disse sobre Imhotep: a primeira figura de um médico a surgir claramente das névoas da antiguidade.