O NECROLÓGIO é um exercício filosófico, que propõe a seu praticante produzir um texto que relate, sinteticamente, uma história de vida. Focando, o que o ser humano foi para os demais que o cercaram, ou, se possível para a humanidade.
Se temos o epitáfio como aquela frase célebre, criada pela própria pessoa antes de morrer, para que seja inscrita na lápide de sua sepultura. O necrológio é uma biografia, geralmente, realizada para pessoas célebres ou de alguma relevância para uma comunidade, que em sua maioria é feito por repórteres de jornais e rádios, há um certo tempo.
Fazer o autonecrológio não é um ato de mau agouro, mas sim, uma proposta de reflexão a respeito do que é realmente feito além de comer, beber, dormir e fazer sexo. Não que haja alguma coisa de errado em fazer tais práticas, pois elas são essenciais ao nosso viver. Mas o que é fazer a diferença em nossas famílias, condomínios, ruas, bairros ou cidade?
Não que tenhamos que ser traficantes, políticos, milicianos ou justiceiros, não mesmo, pois fazer a diferença negativamente é, atualmente, a regra mais divulgada, perdendo apenas para o ser politicamente correto.
De todas as mazelas de nossa sociedade, nenhuma delas é mais essencial que a vaidade. Um mal original que contamina e consome nosso bem estar social, gerando egoísmo e divisões. Será este o destino de cidades, estados e nações? Quando não houver espaço para as virtudes, e ainda menos para a Verdade, quando todos estarão muito mais preocupados em suas próprias verdades, seus egoísmos. Aí sim, não haverá esperança para nenhum de nós, enquanto humanidade.
Tenha um bom autonecrológio!