SIMBOLOGIA
O Xamanismo pode ser visto como um processo de iniciação que depende de um chamado como muito bem observou o escritor e professor australiano de Psiquiatria, Filosofia e Antropologia Roger N. Walsh.
Para Walsher existe primeiramente o ser social que nasce nas convenções da sociedade e continua ali adormecido como a maioria. Absorve as crenças da sociedade como reais, sua moral é julgada apropriada, seus limites tidos como naturais. Mas quando suas disposições naturais são contrárias ao que é esperado pelo meio, este se torna marginalizado. Esse é o estagio inicial que a maioria das pessoas passa uma vida inteira, sem questionar. Essa convencionalidade é associada a um estado mental enevoado. Na Ásia, chama-se maya, no ocidente ilusão, ou um transe de consenso, ou hipnose coletiva, ou ainda psicose coletiva. Esse comprometimento ou névoa da mente costuma passar desapercebida, porque todos o partilham. A tarefa ou missão do herói consiste em reconhecer essas limitações convencionais. Isto não é apenas reagir contra as normas desafiando-as. Ao contrário, implica em reconhecer os limites e distorções e escapar deles e da limitada visão pessoal do mundo, elevando em um plano menos regional e mais universal. Significa querer viver sem preconceitos limitadores, e deformadores e examiná-los e corrigi-los. A correção do preconceito cultural é a sua tarefa final. Mas, para conseguir, antes outras tarefas precisam ser executadas. A primeira delas é sair do torpor convencional, e ir em resposta ao apelo para a aventura e o despertar.
A seguir ocorre o Chamado em algum estágio, ele sofre uma crise que abala as estruturas da sua vida, através de um confronto existencial com todas as suas crenças anteriormente sagradas, ou um súbito confronto com a morte. Pode ser como um chamado interior, através de um sonho ou uma visão de impacto. Pode vir sutilmente, como um descontentamento divino, ou a cerca do sentido da vida. Crise existencial, de meia-idade, ou seja, ele é impelido. Isso gera um dilema terrível, recusar o conhecido para penetrar em camadas desconhecidas. Os que negam o chamado indo para uma zona de conforto, continuam vivendo com suas complicações, em confortos sedutores, mas anestésicos, do falso brilho, indo ao trivial. Essa recusa não é pouca coisa, é alienação. Se nós planejamos de forma deliberada sermos menos do que somos capaz de sermos, então, Walsher nos adverte que seremos infelizes pelo resto de nossas vidas.
Porém, quando contrariamos as espectativas de uma vida de gado ocorre uma fase seguida chamada A Preparação que consiste em uma renúncia que pode ser seguida da busca de um mestre. Pode ser o mestre interior, guru, mago, pajé ou homem espiritual. Assim que localiza o seu professor, começa a fase da disciplina e treinamento que podem incluir disciplinas físicas, psicológicas, contemplativas e sociais para aquele que se dispôs a ser um discípulo. Aquele que busca pode passar por mudanças de alimentação, jejuns, privação do sono, exercícios físicos extenuantes, exposições a frio e calor. Exercícios contemplativos são praticados como: meditação, yoga, rituais, preces, em geral combinados com períodos de silêncio e solidão. O comportamento do peregrino volta-se para condições mais sociais abrangendo serviços solidários a todos os que atravessam o seu caminho, e em alguns casos a execução de serviços baixos para aprender a humildade. Sejam quais foram os métodos o objetivo é o mesmo, treinar e cultivar a mente para que se reduzam as compulsões do ódio, medo, para o fortalecimento da vontade, a concentração, a sabedoria, cultivar emoções como o amor, compaixão e alegria.
Tudo que o peregrino deseja e aspira é O Encontro que só ocorre quando o peregrino é bem sucedido, na luta e na disciplina que culminam em transformações na vida de profundas proporções, mobilizadas por visões, introvisões, entendimentos e vivências de morte e renascimento.
Tendo completado a grande busca, o buscador tornou-se um conhecedor, o aprendiz de um sábio. É, nesta fase, tendo respondido sua própria pergunta, que a confusão do mundo solicita ser esclarecida. Tendo aliviado seu próprio sofrimento, tendo minimizado os próprios motivos egoístas, o desejo de contribuir torna-se central e instigador. Então a jornada é inversa: Ele se afastou da sociedade para mergulhar em si mesmo, e agora retorna a ela, entrando no mundo externo, esta é A Contribuição. Assim, a Jornada nunca termina.
Bibliografia
http://en.wikipedia.org/wiki/Roger_Walsh
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186617496It009
http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1186618100It009
Ritos
Danças
Animais
Instrumentos
Xamanismo Brasileiro
O Xamanismo é rico em símbolos. A palavra Símbolo vem do grego = sýmvolo que significa atar junto, pois nosso mundo deveria refletir a totalidade do Universo. Quando um xamã constrói um circulo, ele monta uma representação simbólica do universo, da Mente Individual em consonância com a Mente Universal (ou Self), onde o Todo é conectado em sincronização harmônica com todos os seres.
Para o Xamanismo, cada parte do Universo Físico e cada matéria percebida na Terra tem origens no espiritual e mental. Assim, todo objeto natural é um símbolo. O símbolo é o mapa da mente, através de seu uso podemos encontrar o caminho do autoconhecimento para melhorarmos nossas vidas.
Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam acesso e segurança a outros planos de existência (Inconsciente) em suas cerimônias e rituais, assim os talismãs os protegiam. O número de instrumentos utilizados nas práticas xamânicas é infindável. Veja a seguir alguns deles:
• Bastões de oração ou cajados, possuem diferentes formas e adornos. No imaginário europeu precederam as varinhas mágicas dos contos de fada. Representam a conexão do xamã com o mundo espiritual;
• Arcos e flechas, simbolizam os movimentos dos ventos;
• Os paus-de-chuva, simbolizam os movimentos das águas;
• Amuletos, totens e talismãs, simbolizam os poderes protetores da terra;
• Totens, tambores e diferentes instrumentos musicais, simbolizam as forças ancestrais;
• Raizes, sementes e cristais, simbolizam os filhos da terra com as águas, com os ventos, e com o Grande Espírito;
• Pedras, linhas, cruzes e mandalas, são usados como alicerces, filtros e portais de acordo com cada crença.
Desta forma é o próprio ser humano que consagra e confere poder a qualquer objeto, portanto qualquer praticante, de qualquer religião, pode ter o seus próprios instrumentos, desde que confira poder através de sua intenção e sua fé, consagrando-o em algum ritual e transformando-o em um pólo de emissão ou recepção de energia.
No Xamanismo o ser viaja por mundos invisíveis à realidade comum — seu próprio interior — recuperando traços perdidos da própria alma, conhece o funcionamento de suas energias, utiliza pedras, plantas e animais, investiga a ancestralidade por meio de sua árvore genealógica. Pode utilizar ferramentas para manifestar suas questões e respostas através de rituais como: meditações, círculos, totens e danças.
Segundo Stephen Larsen, os mitos surgem dos rituais, ou estão nele encerrados. Os rituais são a materialização dos mitos. Se não temos consciência dos nossos mitos, estes podem se transformar em rituais não deliberados, assim, adquirem particularmente um caráter psicopatológico, desde Transtornos de Ansiedade até Transtornos de Personalidade. Joseph Campbell escreveu : "Os mitos são o apoio mental dos ritos; estes, a representação física dos mitos. Ou seja, o ritual pode ser uma forma de vivenciar o mito. Por meio dos rituais, lidamos com o inconsciente, e entramos em contato com realidades invisíveis ou ocultas à consciência, que não são acessadas através da visão comum. Cerimônias e rituais estão expressos na arte, nos artefatos e nas inscrições em rochas ou monumentos à humanidade.
Os rituais muito repetitivos tornam-se crenças fanáticas, ou provocam a alienação do ser através da mecanização, daquilo que deveria ser vivencial. Esta é a razão pela qual são usados para a perpetuação de sistemas religiosos.
Nas sociedades tradicionais, a relação do mito com a vida é evidenciada por grupos. Do ventre ao túmulo, as fases interiores de maturação são marcadas por ritos correspondentes — entre os quais a passagem da infância para a vida adulta, o casamento, o nascimento, o renascimento e a morte.
Nossos ancestrais conheciam as fases de desenvolvimento e os rituais necessários para criar uma estrutura mítica de transformações para a psique em crescimento. Ritos, rituais, celebrações e cerimônias fazem parte da história humana desde os primórdios, e existem até hoje.
Os rituais podem ser classificados como:
• Rituais Sazonais: assinalam acontecimentos especiais na Terra como os solstícios e equinócios,
Ex.: 20 ou 21 de junho, 21 ou 22 de dezembro (solstícios); 20 ou 21 de março e 22 ou 23 de setembro (equinócios).
• Rituais de Encenação: onde se adere um simbolismo específico de um determinado grupo, de passagem social, de libertação, de aperfeiçoamento do caráter, de cura, de celebração, de louvor.
Ex.: Aniversários, casamentos, batismos, inaugurações.
Quando os seres humanos realizam cerimônias e rituais — em grupo ou individualmente — há uma conexão feita com um campo antigo de consciência. Cria-se um espaço sagrado para a passagem de uma energia. Através da consistência em acessar esses campos cada pessoa ou grupo transformam-se em uma ponte entre o céu e a terra; o coração individual abre-se de modo a criar um ambiente para que todos os corações humanos abram e expandam. Cria-se um Espaço Sagrado. Entrar e caminhar no sagrado é uma linguagem que transcende explicações e são compreendidas pelo coração.
A dança circular é baseada na chamada Roda Medicinal Xamânica. Atualmente as Rodas utilizadas em rituais são uma visão de 20.000 Rodas Medicinais. Essas Rodas Medicinais serviam para muitos propósitos, para os povos nativos americanos.
Em diversas culturas e continentes elas eram o cerimonial central de uma cultura (Nação Sioux), de laboratórios astronômicos (Stonehenge), e lugares em que as pessoas poderiam chegar para marcar o tempo (Relógio do Sol) e mudar as suas próprias vidas, assim como, a vida da Terra (Chackras ou Meridianos Planetários). Elas eram lugares para rezar, meditar, contemplar o grau de entendimento individual e nosso relacionamento com toda a Criação. As Rodas Medicinais eram usualmente alicerçadas em áreas onde a energia da Terra poderia ser fortemente sentida.
Estas Rodas eram demarcadas com pedras, caminhos de terra ou areia. Cada pedra na Roda Medicinal é uma ferramenta para ajudar o praticante a entender traços de seu passado, que molda o presente e o futuro. Cada posição na Roda Medicinal estará ligado diretamente a algum ponto de sua vida.
Existem sete pedras principais que circundam o praticante-criador. Formam o Centro do Círculo da Roda e representa a Fundação de toda sua vida. Estas sete pedras ensinam sobre a construção básica dos blocos de vida.
• Sudeste — a pedra que representa a Mãe Terra, a entidade que nos dá o nosso lar e as nossas vidas.
• No sentido horário se a pedra do Pai Sol que esquenta e nutre a vida.
• A Próxima é a Pedra Vovó Lua, que guia nossos sonhos e visões,
• Acompanhada pela pedra do Clã da Tartaruga, representando o elemento Terra;
• O Clã do Sapo, representando o elemento Água;
• O Pássaro Trovão, representando o elemento Fogo,
• E a Borboleta representando o elemento Ar.
As pedras ancoradas para o outro círculo mais externo estão nas quatro pedras honrando os espíritos Guardiões ligados aos quatro pontos cardeais. Essas pedras dos Espíritos Guardiões dividem o círculo em quadrantes, que servem de fronteiras das quatro fases da Lua.
Essa simples descrição física da roda Medicinal proporciona a você o primeiro degrau para dançar com a Roda. Mas, para realmente entender a Roda, sua compreensão tem que superar o físico e o intelectual. Você nunca poderá dançar bem se estiver sempre pensando sobre onde colocar os pés. Para dançar precisa ouvir a música, permitir que a música seja parte de seu corpo e ser uno com ela. Isso leva tempo e prática. Quando você está pronto para começar, siga a simples técnica de visualizar-se, a primeira de muitas que ajudarão a dançar na Roda.
Essa técnica proporciona caminhos para se ver mentalmente, sentir e imaginar sua vida como algo diferente do agora. Todas visualizações, se tratadas com respeito, podem através das cerimônias, dar um modo de nos conectar com a energia do Universo para agradecê-lo, e todas suas partes, pelo presente da vida.
PAJELANÇA
É provável que a palavra Pajé venha da raiz pa-y = profeta, adivinho, curador, sacerdote, xamã. O termo pajelança é aplicado nas manifestações xamânicas dos índios brasileiros. Pode ser dividido em pajelança indígena (rituais indígenas) e pajelança cabocla, que são praticas religiosas (não índígenas) mais comuns no Norte e Nordeste brasileiro.
Segundo Walter Vetillo foi a Belém fazer uma reportagem cobrindo o VI Congresso Brasileiro de Parapsicologia e Psicotrônica onde se realizou um Encontro de Pajés. Está transcrita no sítio http://www.xamanismo.com.br/Teia/SubTeia1192186946 :
Afinal...quem são os pajés ?
Existe muito pouca coisa publicada no Brasil sobre este fascinante assunto. Uma contribuição preciosa foi o depoimento do estudioso dos mistérios amazonenses, Antonio Jorge Thor. Thor comenta o xamanismo e a pajelança:
" Um aspecto curioso deste assunto é que nos Estados Unidos, quando se fala em xamanismo, muitas linhagens dos xamãs são mulheres. No Brasil não; aqui pajé é sempre somente do sexo masculino — primeira geração, que passa de pai para filho. Para ser um pajé, o candidato deve ser um paranormal e médium ao mesmo tempo. Ou seja, deve ter muita força mental (paranormalidade) e a mediunidade, que mexe com a bioenergética, com as partículas biocósmicas (provocam a expansão da consciência fora da matéria, o espírito, por exemplo), enfim aquela coisa da espiritualidade.
Entre as diversas tribos, como os Kraôs, Caiapós e Gaviões, varia muito o conceito de pajelança, mas eles tem alguma coisa em comum: o Misticismo , o Segredo. Você às vezes passa um longo tempo para conseguir uma informação, um segredo, como por exemplo, sobre um não-alucinógeno para você sair com facilidade do corpo (desdobramento). O pajé penetra na área da encantaria, uma outra vertente da grande magia que pouca gente conhece., que é passar para uma outra dimensão e muitos deles quando retornam dessa experiência, voltam curados. Eu fui iniciado pelas mãos de uma curandeira de terceira geração que foi tratada pelos pajés. Doente, ela passou algum tempo desaparecida e quando retornou, além de curada veio com dons incríveis.
A pajelança é uma forma de magia nativa da Amazônia, tipicamente indutiva, atuando sobre qualquer elemento vivo e mantendo estreita relação com os demais reinos da natureza: mineral, vegetal e animal. É praticada por curandeiros (principalmente pelos pajés da Amazônia), com base no xamanismo indígena.
Pelas suas ações, o xamã tenta estabelecer contato com outras formas de existência através de comunicações com entidades sobrenaturais, procurando restabelecer o equilíbrio perdido entre a natureza e a mente. Esse processo envolve curas, exorcismos, e outros atos com objetivos diversos.
A visão holística da cultura xamanista não pode ser esquecida fornecendo ao pajé um importante elo que o integra ao todo. Nesse sentido Fritjot Capra, em ponto de Mutação, sintetiza: "A característica predominante da concepção xamanista de doença é a crença de que os seres humanos são partes integrantes de um sistema ordenado em que toda a doença é consequência de alguma desarmonia em relação à ordem cósmica. Com grande frequência, a doença também é interpretada como castigo por algum comportamento imoral".
A pajelança autêntica, abrange os pajés reunidos no conceito de "alta pajelança", cujos segredos são guardados a sete chaves — haja vista não terem interesse em que profanos venham a desfrutar dessas dádivas. Ela se subdivide em duas correntes :
•Pajelança de "conta branca" : Atua em favor do bem, curando principalmente doenças físicas e mentais e resolvendo problemas do cotidiano da comunidade.
•Pajelança de "conta negra" : Atua em favor do mal. Visa facilitar a vitória na guerra com outras tribos ou a disputa de guerreiros para se tornar líderes. Serve também para matar ou adoecer uma vítima, sendo que em alguns casos é usada para dificílimos trabalhos de cura.
A verdadeira pajelança é restrita a uma minoria que ostenta os segredos e poções mágicas que rejuvenescem, curam, matam, provocam viagens astrais e outras grandes iniciações. Atualmente, existem poucos pajés desse tipo no Brasil. A presença da mulher é vedada.
Já a pajelança paralela (segunda geração) envolve as várias formas de curandeirismo popular — principalmente as rezadeiras e benzedeiras, que trazem no sangue a eugenia nativa, além de estar representadas em alguns rituais da Umbanda.
Finalmente, a pajelança afim (terceira geração) engloba o curandeirismo popular originado da pajelança mater, porém com atuação mais aberta que a anterior. Apresenta influências visíveis de outras magias, seitas, misturando-se a outras culturas folclóricas e crendices de povos diversos. É a pajelança com maior influência no Brasil, e suas benzedeiras, que utilizam ervas e rezas para tirar o "quebranto", muitas vezes conseguem imbuir-se de dons que são inerentes aos pajés. Já as rezadeiras, embora sejam incluídas nesse grupo, são originárias do Nordeste, submetendo-se assim a uma influência maior do catolicismo.
A pajelança deve ser usada por quem realmente a domina, manipulando o universo de magias que a constituem. A princípio todos os métodos usados são indutivos, sincronizados a um objeto (instrumento de poder) e resguardado pelos dons natos do pajé. Sua maior finalidade está na força de cura ou no resultado que produz a partir de três fatores básicos:
1 — Força Mental — É um dos instrumentos fundamentais de um pajé. Existe um arquétipo-modelo que fornece meios para a paranormalidade aguçar-se à medida que o pajé passa a usar elementos oriundos da natureza:
• comer determinadas frutas ou raízes,
• ingerir certas bebidas sagradas através de fórmulas secretas, etc. Esse complexo aguça a paranormalidade e está associado a outros exercícios
• como a entonação de cânticos, lamentos e mantras.
2 — Sincronia de elementos — Constitui o poder de invocar elementos das diversas dimensões através de cânticos mântricos e imagens. Quando associado à natureza, esta força ostenta a verdadeira fórmula que muitos pajés, bruxos e outros magos guardam a sete chaves. O próprio maracá, quando sacudido cadencialmente, cria uma estrutura energética que permite a abertura para a paranormalidade.
3 — Agentes auxiliares — O auxílio a esses trabalhos provém de seres de diversos planos dimensionais invocados para operar como reforço, com os elementais da natureza, os encantados (seres energéticos de outras dimensões) e outros agentes chamados "tetaianos", ou seja, otimizados pelas comunicações biocósmicas (espíritos de pajés e de outros seres).
Um elemento indispensável na pajelança é o maracá. O maracá de um xamã é recebido ou confeccionado durante a iniciação, sendo, portanto, sagrado para ele. Em alguns casos é passado de pai para filho; ou ainda, o "escolhido" é induzido a achá-lo mediante as regras impostas pelo ritual de iniciação.
Outro elemento fundamental é o tauari , uma espécie de charuto natural semi-oco que ajuda o pajé a defumar o local ou a pessoa em questão. O charuto, com sua fumaça cheirosa, objetiva imantar o ambiente e criar uma atmosfera toda especial, para facilitar os contatos que o pajé queira fazer.
Se o maracá e o charuto são importantes para um pajé, pois assumem significados sagrados em suas mãos, existem outros elementos secundários usados ao longo dos trabalhos desenvolvidos.
•Mascar certos vegetais ou mesmo cheirá-los, ou até mesmo comer ou beber, também faz parte do ritual de entrada de um xamã. Essa situação varia muito de pajé para pajé, de trabalho para trabalho, dependendo do objetivo visado. O importante é que eles, usando recursos totalmente naturais, provocam os mesmos efeitos de certos enteógenos.
•Chás ou pós de ervas, alucinógenos ou não, facilitam as viagens e a comunicação, com entidades de outros planos, bem como aguçam a paranormalidade.
•Porções para mascar, feitas com plantas e raízes especiais, desenvolvem a sensibilidade do pajé e facilitam suas viagens, as quais poderão trazer soluções para os casos pendentes.
•Cantos nativos produzem vibrações e facilitam contatos com outros pajés, pessoas ou outros seres invocados nos cânticos.
Dentro dessa estrutura a pajelança é associada a rituais de grande beleza e magia, que extasiam a todos que se envolvem no processo de participação, ou mesmo como meros observadores.
Segundo Thor, o perfeito domínio sobre este incrível mundo mágico-natural pode, por vezes, levar alguns pajés de alta linhagem a alterar suas partículas atômicas, tornando-se invisíveis e deslocar-se no espaço, surgindo em outros lugares. Aqui vale a pena lembrar as experiências relatadas por Castañeda em seus livros, descrevendo casos semelhantes com Dom Juan e Dom Genaro.
Geralmente o pajé exerce uma influência muito grande sobre seu povo — sua figura está para a tribo na mesma proporção em que o médico está para a comunidade. Isso faz com que sua importância e destaque, assumam uma responsabilidade toda especial sobre os problemas que afligem seu grupo. Por outro lado, como um médico, o pajé segue as normas e obedece as éticas moldadas pela sociedade, e não poderia deixar de assumir um arquétipo blindado para sua tribo. Dificilmente alguma coisa lhe é negada, e ele, com justiça, exerce o poder e goza de fama e do respeito de todos. Os pajés vivem bastante tempo, e os mais poderosos são chamados de sacaca por sinal, o mesmo nome de um conhecido vegetal da Amazônia Oriental, detentor de inúmeras utilidades.
ABELHA
A necessidade da comunicação e da organização. Para organização, fortalecer e harmonizar comunidades, grupos de trabalho. Para obter o néctar da vida (associada à sexualidade) as doçuras da vida. Simboliza a honra à Grande Mãe (Abelha Rainha) e para louvar a Mãe Terra. A comunicação entre as abelhas é excelente, evocá-las quando precisar comunicar suas idéias e opiniões, fazer apresentações, palestras, etc.
ÁGUIA
É a necessidade da visão ilimitada, da iluminação. Para ultrapassar os limites deste e mundo e alcançar outros reinos, desenvolver os poderes xamânicos, ver à distância, livrar-se de preconceitos. A necessidade da águia amplia a percepção sobre nós mesmos, ensina-nos a enfrentar o novo, o desconhecido. Estimular a criatividade, clarear as idéias. Para iluminar a escuridão da ilusão, e enxergar num nível mais alto. Inspira a elevação do espírito a grandes alturas, e a visão interior. Eleva nossas orações para o Universo. É o poder masculino elevado. A consciência elevada.
ALCE
É a necessidade da resistência. Para habilidades organizacionais, e gerenciais. Evocar para estabelecer prioridades. Para poder, confiança, potência, auto-estima. Para obter orientações em negócios. Trazer energia. Dar ritmo para as coisas. Energia fraternal. Interação com pessoas. Autoconfiança, garra, motivação. Para assumir responsabilidades. Habilidade para delegar. Colocar energia, pôr em prática.
ANDORINHA
A Necessidade da proteção do lar. Calor ( no sentido das emoções ) Ela acompanha o ar quente, é considerada um dos grandes sinais do verão. Algumas tribos dizem que a andorinha roubou o fogo do Sol e trouxe para a Terra, nas penas do rabo, por isso o rabo daquela forma. É associada ao fogo e ao Sol. Reflete proteção para o lar e preservação de desastres, especialmente fogo e raios. Ela inspira que o tempo estará bom, quando voa baixo indica chuva. Ela também come insetos, ajuda a controlar os insetos e numa forma xamânica de pensar, que tipos de insetos nos aparecem para atormentar (principalmente os mentais?) Aquelas irritações acumuladas. Também nos ensina a livrar-nos de perspectivas mundanas.
A chave para ela também é a objetividade. Por manter sua objetividade você estará hábil para proteger o lar e aquecer sua vida e a vida dos que se aproximam de você. A andorinha ajuda a limpar o meio ambiente de pestes e a criar uma energia de amor e calor em nossos lares .
ANTA
Necessidade da longevidade. Gentileza, compreensão.
ANTÍLOPE
A necessidade da cautela, do silêncio. A consciência mística através da meditação. A ação, a calma. Com ele compartilhamos a disciplina de sermos calmos e silenciosos. Podemos evocá-lo para conseguir um estado de meditação. Sua necessidade é a sabedoria para poder saber quando permanecer quieto e quando tomar a ação apropriada.
ARARA / PAPAGAIO
É a necessidade do arco-íris. Para rituais de cura, preces e para evocar a energia do Sol. Para conexão com o poder de cura das cores (cromoterapia) . Ponte entre o reino dos pássaros e o homem. Ajuda no senso de diplomacia. Excelente para trabalhar a retórica, comunicação com o público, palestras, aulas, apresentações, etc.
ARANHA
É a necessidade da criação. Para compreender melhor a teia da vida. Evocar para criatividade e imaginação. Inspira a visão, e o poder para trazer nossos sonhos até a realidade. Para obter independência e coragem para rompermos com armadilhas que criamos sejam emocionais, ou espirituais. Para rompermos a teia da ilusão, construirmos novos sonhos, para sonharmos mais, para tecer sua própria vida.
ARRAIA
A Necessidade da Adaptação e da Graça, ajudando nas transições. Ensina como tocar profundamente nas emoções com graça, elegância e a ser persistente na vida e também a se defender quando atacado. Inspira a limpeza e asseio em todos os aspectos da vida, para compreender as diferenças. Habilidade para nadar lentamente através das águas emocionais.
AVESTRUZ
É a necessidade da segurança, do centramento. Para que os conhecimentos de outros reinos possam ser colocados em prática. Para esfriar a cabeça, dominar impulsos calmamente. Para tornar-se discreto, invisível, passar desapercebido. Para aumentar o apetite e facilitar o processo digestivo. Assimilar novos conhecimentos com os pés no chão.
BALEIA
É a necessidade dos registros, da recordação, sabedoria. Proteção contra energias negativas, poder físico, O poder da sabedoria ancestral, da inteligência. Os registros antigos da Mãe Terra. Acessar o subconsciente, para explorar a história do planeta. Os mistérios profundos. A cura do corpo físico e o equilíbrio do corpo emocional, aliviar tensões. Para ouvir e cantar canções e explorar a individualidade, desenvolver telepatia. Conexão com a Mente Universal. Para contar histórias e recordar histórias antigas, sejam as suas próprias, ou as da humanidade.
BABUÍNO
Necessidade da defesa da família. Conexão com o sagrado e sabedoria.
BEIJA-FLOR
A necessidade do amor, da suavidade, da alegria, da claridade. Evocado para a graça, beleza, delicadeza, força, paixão. Para clarear conflitos emocionais e questões envolvidas com o amor. Evocar para a felicidade, boa sorte, cura física. Para abrir o coração e a mente a se moverem para outras direções, em momentos que são necessárias mudanças. Para trazer mais alegria, mais colorido, poder voar em várias direções. Para o amor romântico. É o mensageiro da cura.
BESUROS, JOANINHA, ESCARAVELHO.
É a necessidade do renascimento. Associado com o Sol, para evocar deidades solares, mudanças, nova vida, transformações, proteção, rever aspectos da vida, autoconhecimento, paz. Para trabalhar com vidas passadas, alinhamento espiritual.
BORBOLETA
É a necessidade da transcendência e da transformação. Para termos consciência e compreendermos nossos sonhos, viagens astrais. Obtermos inspiração e transformarmos momentos difíceis em momentos de crescimento e evolução. Evocada para obtermos ajuda para o nosso desenvolvimento espiritual, buscar a transcendência e transformação, liberdade e novas etapas, ir para dentro e transformar-se, clareza mental para encontrar o próximo passo.
BÚFALO
A necessidade da paz e da harmonia. Evocado para rezar. Para que nossas preces sejam atendidas. Para buscar a paz e buscarmos a nós mesmos. Simboliza a energia ancestral. Ajuda na conexão com a Sabedoria Universal, com nosso corpo mental, nosso intelecto. Pose ser chamado para trazermos mais resistência nos desafios da vida. Ressonância harmônica, tolerância, abundância, gratidão, louvar e honrar o nosso caminho, o sentido do sagrado, também são atributos do búfalo. É o pacificador. Burro/Jumento
É a necessidade da humildade. Ajuda-nos a aprender lições. Evocar quando precisar manter uma posição fixa, defender uma idéia. Para paciência, humildade, despertar o potencial, obter reconhecimento após um trabalho árduo.
BURRO/ASNO/JUMENTO
Necessidade da resistencia e obstinação. Habilidade para tomar decisões. Para dizer não e fixar firme uma opinião.
CABRA/CABRITO/CAPRICÓRNIO
É a necessidade da determinação para ir ao topo. Para vencer obstáculos que nos impedem de subir, vencer as dificuldades naturais, continuar nosso caminho em direção a luz. Para sensualidade e sexualidade (Pan). Para nutrir-se de energias, proporcionar bom humor. Subir para encontrar o Eu Superior. Novos empreendimentos que exijam esforço. Novas escaladas, novos desafios.
CACHORRO
É a necessidade da lealdade, o guia, a habilidade para amar incondicionalmente. Nos ensina amor e fidelidade. Proteção em ataques inesperados. Quando precisar ser guiado, conduzido em seu pensamentos e tomadas de decisões. Precisar de segurança. Para inspirar-nos a amar incondicionalmente. Quando tiver algo a guardar, a vigiar.
CAMALEÃO
É a necessidade da clarividência, da sensitividade. Para estimular a terceira visão, capacidade de distinguir luz da escuridão, verdade e ilusão. Habilidades psíquicas e intuição, para captar energias e saber distingui-las. Ajuda a sentir a aura. Para aqueles que trabalham com bioenergética, acupuntura, foto kirlian, etc.
CAMELO
É a necessidade da tolerância e da resistência. Evocado também, para economia, conservação, obter paciência, administrar recursos.
CAMUNDONGO / RATO
É a necessidade da introspecção, observação, do senso aguçado. Evocar para a adaptabilidade. Tomar consciência das coisas pequenas e sutis da vida. Para apreciar as coisas simples e pequenas. Ensina a ter sucesso em atitudes simples, mas de grande sabedoria e poder, a nos autopreservarmos. Observar detalhes.
CANGURU
É a necessidade dos poderes maternais, da coragem para seguir. Quando precisar se sentir protegido e seguro, de estabilidade, de calor humano. Evocar-lo quando sentir-se muito vulnerável. Para nutrir a criança interior. Para cuidados com filhos. Para saltar longe de confusões. Para se adaptar a novas situações.
CAPIVARA
Necessidade da fecundidade e da maternidade. Pode ser evocada para habilidades de natação, nutrição, trabalho em grupo.
CARANGUEJO
É a necessidade do lar, da comunidade. Para obter várias soluções para a mesma situação. Para evocar o poder da dança, habilidade para fazer fluírem as emoções, achar novas formas, e proteção do lar.
CARACOL/CARAMUJO
Necessidade da mobilidade. Habilidade para usar o movimento lento. Defesa através do recuo. Compreender o valor do humor.
CASTOR
A necessidade da construção, dos novos pensamentos. Evocado também, quando precisamos de alternativas e sabedoria para não cair em armadilhas. Ajuda a construir novas idéias, novos canais de comunicação, novas áreas de conhecimento. Para obter conforto e segurança. Para as mulheres desenvolverem um lado mais forte e os homens um lado mais doce. Evocar para construções de casas, ou de qualquer coisa, colocar projetos em prática, trabalhar em grupo.
CAVALO
É a necessidade do poder interior, da ação, das jornadas xamânicas. Evocado para a liberdade de espírito, força, clarividência. É uma grande necessidade. Nos mostra como carregar nossa carga, com calma e dignidade. Mostra-nos que devemos sempre ser livres. Evocá-lo para aumentar o poder pessoal, para acessar nosso próprio poder. Ajuda-nos a achar o nosso próprio lugar no mundo, a tornar-nos independentes. Também para novos estudos e pesquisas, novos projetos, iniciar alguma coisa. Para deixar nosso espírito achar seu próprio ritmo e caminhar na beleza e na graça. Simboliza a viagem xamânica, a projeção astral. Para evocar o poder em qualquer situação. Ensina a compartilhar o conhecimento recebido com os demais.
CAVALO MARINHO
É a necessidade da suavidade. Evocar para fluir emoções, suavidade, elegância, leveza, brincadeiras, conquistas amorosas, danças.
CERVO/VEADO
É a necessidade da gentileza e da delicadeza. Sua necessidade ajuda a nos alertar nos momentos de perigo e sair delicadamente e com graça de situações difíceis. Para evocarmos a ternura, a benevolência a suavidade. Ajuda-nos a tocarmos com delicadeza no coração de outras pessoas. É uma necessidade sutil e penetrante, para trabalhar nossa própria densidade. Faz a conexão do coração com o espírito, traz sensitividade, adaptabilidade.
CIGARRA
Cigarras estão relacionadas com a colheita. Aqueles que têm a cigarra como totem são apressados para descobrirem a realidade. Dirigem seus estudos para saber da sua jornada pessoal da alma e passam tempo buscando seu eu verdadeiro.
Essa necessidade ensina a mover-se rapidamente, assim como fazer seus parceiros moverem-se. É a necessidade dos sons acústicos. Ensina a comunicação através dos sons que pode ouvido de muito longe. Necessidade para buscar coisas escondidas, verdades escondidas. Ela nos ensina como entrar no mundo subterrâneo, profundo, sem medo de a descobrir segredos que estão guardados no fundo, para trazer à superfície.É uma necessidade para explorar a natureza e trazer o entendimentos sobre o que é realidade e ilusão.
CISNE
É a necessidade do galanteio. Evocado para celebrar o amor, para guardar e proteger nosso amor, fidelidade, fé, superar separações. Para compreendermos e aceitarmos as transformações necessárias e aceitar os acontecimentos da vida. Na sua necessidade incluem, graça, beleza, suavidade, paixão, criatividade romântica. Habilidade para navegar suavemente em estados alterados de consciência, desenvolver a intuição, premonição, dons proféticos. Para evocar elegância e charme.
COALA
É a necessidade do movimento lento. Habilidade para superar obstáculos, para evitar brigas e desgastes. Evocar para práticas de yoga e tai chi.
COBRA
É a necessidade da transmutação, cura, sexualidade. Associada com morte e renascimento, sua necessidade permite que deixemos de lado nossa pele velha (velhos hábitos). Evocar para aumento da energia sexual, sensualidade cura física, transformações, habilidades ocultas, sabedoria ancestral. O poder de transformar venenos (energias negativas), em remédios (energias positivas). Elevação espiritual, acessar energia Kundaliní.
COELHO
É a necessidade da fertilidade, do crescimento. Para ter filhos, e para ter idéias férteis. Ensina a nos tornarmos cuidadosos, evitando perigos. Para ficarmos alertas, atenciosos, conscientes. Evocar para abundância, crescimento, prosperidade.
COIOTE
Á a necessidade do otimismo, do humor, da malícia. Evocado para contatar com a criança interior, com a fé e a inocência. Para evocar o sucesso na vida. Quando precisar sair de problemas. Para animar reuniões e festas, para que possamos rir mais, fazer mais brincadeiras (é a sagrada irreverência), exercitar o nosso corpo. Considerado o Espírito Trapaceiro, derruba nossa seriedade quando queremos ser adultos demais e não nos permitimos expressar nossas emoções. Para buscar nossa essência verdadeira.
CORVO
É a necessidade dos conhecimentos mágicos. Para obter ajuda nas cerimônias, conhecer mistérios, viagens astrais, para transcender as limitações do corpo físico. Como mensageiro nas preces de cura, para dons proféticos. Mudança de consciência, processos de transformação.
CONDOR / GAVIÃO / HARPIA
Possuem os atributos da águia. O Condor ainda pode ser evocado para morte e renascimento, dons proféticos, amor da mãe, purificação.
CORUJA
É a necessidade das habilidades ocultas, sabedoria antiga, a vigília. Para descobrir verdades ocultas, mistérios, intuição profunda. Evocar para auxílio nos obstáculos quem impedem a presença de seus talentos e habilidades. Para que seus talentos se apresentem de acordo com a situação. Para aceitação do lado escuro (sombras) da realidade. Também para a benevolência. Evocar quando quiser conhecer o lado sutil da consciência, áreas inexploradas da consciência. Para discernimento da verdade, do que nós estamos buscando. Ligação com a lua. Para conhecer as sombras, poderes psíquicos, habilidades ocultas. Para melhor observar, prestar atenção.
DONINHA, FURÃO, MARTA
É a necessidade para olhar além do superficial. Para não subestimar, nem superestimar os outros ou situações. Para intuição, ser inspirado por poderes sobrenaturais dentro de nós mesmos. Para determinação, coragem, tenacidade. A arte da dissimulação, da persuasão. Para perceber o que competidores farão. Poder de observação, de esconder, de manter segredos, da vidência. Habilidade de ver razões escondidas atrás das coisas, poder de observação, astúcia, ação secreta.
ELEFANTE
É a necessidade da memória ancestral. Evocar para guiar caminhos. Inspira amor próprio, auto-suficiência, força, longevidade, cura. Para ser guiado em caminhos ancestrais. Para obter boa memória e habilidade para aprender. Pode ser evocado para estudos, provas e trabalhos intelectuais.
ESCORPIÃO
É a necessidade da intensidade. Para força, inteligência, sexualidade. Torna as coisas mais intensas, ir profundamente em tudo, instinto de sobrevivência.
ESQUILO
É a necessidade da poupança. Evocar para fazer investimentos, projetos futuros, orçamentos. Para ajudar a encontrar objetos perdidos, ou muito bem guardados. Para conseguir reservas ( dinheiro, energia, etc.) Guardar apenas o que é de utilidade, guardar e proteger coisas. Para observar pequenos detalhes óbvios para divertimentos, programação de férias ou lazer.
ESTRELA DO MAR
É a necessidade da flexibilidade, da intuição, dos instintos. Ensina a manobrar as situações. Para dar a volta por cima e sair fortalecido, regeneração, determinação para seguir em frente, movimentos lentos e firmes, força interior, sabedoria das emoções para achar a própria estrela. Inspira a enxergar novas possibilidades, renovação, a ser original.
FALCÃO
É o mensageiro ! É a necessidade da precisão. Ajuda a levar preces ao Universo, a olhar em volta, a estar atento nos detalhes, observar à distância, a enxergar oportunidades. Desenvolver capacidades não conhecidas, ocultas.
FLAMINGO
Necessidade para filtrar as aguas emocionais. Para manter a finalidade da alma, da vida em grupo. Para obter equilíbrio.
FOCA / LEÃO MARINHO
É a necessidade da imaginação, sonhos lúcidos. Evocar para criatividade, sonhos significativos, estimular a imaginação, lembrar de sonhos. Para colocar a criatividade em ação, inspiração, saber ouvir, imaginação ilimitada, equilíbrio emocional. Para conectar com o reino das fadas.
FORMIGA
Nós podemos evocar sua sabedoria para aprendermos como construir uma sociedade sustentável. É a necessidade da paciência, cooperação, a habilidade para trabalhar duro e em harmonia com os outros. É o símbolo da construção, do trabalho bem-feito, do planejamento meticuloso, da resistência. Ela reúne o poder de 4 animais : a força do leão, organização da abelha, a agressividade do texugo, e o poder construtor do castor.
GAFANHOTO
É a necessidade da voz interior. Para que sua voz interior te ajude a mover qualquer área da vida, ouvir a própria voz. Evocar para meditação, despertar instintos, saltar obstáculos, para ir avante.
GAIVOTA
É a necessidade da busca pela excelência. Evocar para fazer conexão com o reino das fadas, espíritos da água, para trabalhar em outras dimensões. Mudança na comunicação, nova formas de comunicação. Para trabalhar na ecologia, para ter consciência ecológica. Para limpar certas áreas em nossa vida.
GALO
É a necessidade da sexualidade, da fertilidade. Para potencializar a sexualidade, elegância, altivez, nas cerimônias (sociais, espirituais, artísticas, familiares, etc) e oferendas de energia. O poder da voz, proteção da família e da comunidade, ouvir a voz interior.
GAMBÁ
É a necessidade do campo de proteção. Habilidade de ver ou perceber coisas que os outros não vêem. Quando precisar mudar pontos de vista ultrapassados, ortodoxos. Para quebrar paradigmas. Para aumentar a criatividade, encontrar novas formas de se fazer a mesma coisa. Para evitar a violência e confrontos passivos de resistência agressiva. Para estabelecer limites, para não chamar atenção. Para afastar pessoas que nos respeitam.
GATO
É a necessidade do entendimento de mistérios. Sempre associado com a magia, sensualidade, intuição, inteligência. Pode ser evocada para independência, liberdade, habilidade para andar só, achar conforto, graça. Para obter visões místicas.
GIRAFA
É a necessidade para ver grandes distâncias. A ponte entre o alto e o baixo. Quando você tiver que olhar mais para frente, ver pessoas por outra perspectiva, e como ver novas perspectivas afetam a sua vida, deve evoca-la. Para elevar sua mente e seus pensamentos. Obter imaginação para a solução de problemas. Clarear a visão para ver antecipadamente o que vem vindo. Para empatia e simpatia.
GOLFINHO
É a necessidade do alinhamento, do amor incondicional, dos relacionamentos harmônicos. Para se conectar com as profundezas de nosso ser, a cura através do amor, para propósitos terapêuticos. Sua necessidade inspira inteligência, diversões, jogos, comunicação e sociabilidade. Evocado para a cura, iluminação do ser, pureza, paz, harmonia com a natureza e a conexão com nossa força vital.
GORILA
É a necessidade da sabedoria. A sabedoria ancestral, ouvir nossa própria sabedoria. Para obter paz interior, serenidade, tolerância. Para evocar energia, força e poder, adaptabilidade. Para agir com firmeza e poder.
GUAXINIM
É a necessidade do poder não mão, das práticas mágicas. Habilidade em disfarces, bom humor, habilidades para jogos e brincadeiras, são também seus atributos. Ajuda na produção de shows, apresentações, comédias. Para versatilidade, poderes místicos, energia e habilidade nas mãos. Para compreendermos nossas máscaras e nossa verdadeira face.
HIPOPÓTAMO